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Direto ao assunto: Estou usando uma distro do Linux Mint com Xfce num notebook antigo e fraco: Um Nextera NXT-U8, com 1gb de RAM compartilhada com o video e 160gb de HD… o sistema em si é leve e bastante ajustável, se tornando completamente viável em máquinas antigas, principalmente no quesito hardware… Xfce_logo

Acontece que, como estou com o braço quebrado e o PC desmontado (pra economizar espaço srsr), comecei a ficar entediado com a mesma cara chata de sempre do Xfce, e resolví dar uma enfeitada, respeitando os limites que o pobre notebukizinho (eu sei que vocês adoram esses “termos técnicos”)… senti uma grande necessidade de trocar o tema, colocar sombra e transparência nas janelas e blá blá blá… mas isso é simples e qualquer usuário Linux sabe fazer… eu queria algo mais “desafiador”, e apesar de ter deixado o sistema mais bonito (tomando o padrão Xfce como referência, não é muito difícil um bom resultado), eu sentia que precisava de algo diferente, que chamasse a atenção de quem olhasse, mesmo que considerassem bizarro… pensei, pensei, pensei e me veio a luz: Como o meu desktop é clean, sem ícones e lixos, seria interessante colocar uma ScreenSaver no lugar do Wallpaper e deixá-lo, digamos, mais “animado”… sim! Um Desktop Animado =) !!!

Em uma pesquisa rápida, descobri o “WinWrap”, que faz exatamente oque eu preciso… bora configurar?

gargulaAntes de tudo, pra rodar legal, você precisa estar com a aceleração gráfica do Xorg habilitada, pois os protetores de tela que não são OpenGL(3d) consomem muito processamento… é até legal chatear um colega que usa Ruindow$, mas você não vai querer uma máquina zuada enquanto tenta trabalhar, né?

Pra saber se a sua máquina tem aceleração 3D ativa execute no terminal:

$ glxinfo |grep rendering

Se o retorno do comando for “direct rendering: Yes“, você tem 3D ativo, o que é ótimo.

Agora é a parte mais chata: Vamos criar uma pasta, baixar o WinWrap e o compilar. Volte pro terminal e execute linha por linha os comandos abaixo:

# mkdir -p ~/tmp/winwrap

# cd ~/tmp/winwrap

# wget -c http://webcvs.freedesktop.org/xapps/xwinwrap/Makefile?view=co -O Makefile

# wget -c http://webcvs.freedesktop.org/xapps/xwinwrap/xwinwrap.c?view=co -O xwinwrap.c

# make

Se deu erro, repita os comandos com bastante atenção: o comando começa texto após o “#”… digite-o inteiro até encontrar o próximo “#”.
Se não deu erro vamos ao próximo passo… no terminal, execute:

$ su

# mv winwrap /usr/bin/

# chown root.root /usr/bin/winwrap

Estamos quase lá… vamos escolher o novo wallsaver (esse nome não ficou legal né? srsrsr)… bom… verifique quais ScreenSavers você tem na pasta /usr/lib/xscreensaver/, para isso, execute no terminal:

$ ls /usr/lib/xscreensaver/

Agora vamos testar… eu vou usar o ScreenSaver “GLMatrix”… no Terminal execute:

# xwinwrap -ni -fs -s -st -sp -nf -b — /usr/lib/xscreensaver/glmatrix -window-id WID -speed 1 -no-fps

Se você tiver o descanso “GLmatrix” e aceleração 3D, seu Wallpaper será substituído pelo ScreenSaver. Matrix

Caso o comando acima não funcione, tente este:

# xwinwrap -ni -fs -s -st -sp -nf -b -a — /usr/lib/xscreensaver/pacman -window-id WID -no-fps -mono

Tudo certo? Agora é só colocar na inicialização automática, caso queira. =)

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Apesar de existir muitas Distros diferentes, cada uma mais bonita que a outra, e cada uma exigindo mais recursos que a outra, eis que surgem as dúvidas dos usuários com máquinas mais modestas: Existe uma versão que funcione bem e com suporte pra minha máquina? A resposta é: SIM! 🙂

Tendo em mãos um notebook NEXTERA, com 1gb de RAM, 80Gb de HD, placa gráfica compartilhada e um processador Celeron, comecei a buscar uma Distro que rodasse sem travamentos por estouro de memória (entenda-se falta dela)… De cara, descartei e não recomendo pra ninguém a versão “Satux”… é péssima em todos os sentidos, desde a falta de possibilidades de personalização até o excesso de “carinha de windows”, que, cá entre nós, não fica nada legal.

Passei então pras versões antigas, do Kurumim… 4, 5, 6… 7… são versões bonitas, simples, práticas, rápidas… mas não era o que eu queria… precisava de algo mais interessante e diferenciado (gosto de ser um tanto quanto “diferente” rsrs), então parti pra versão XFCE do Linux, que combinada ao Ubuntu, tornou-se o meu sistema atual: Xubuntu… sei sei, nome digno de piadinhas, mas foi a Distro que caiu como uma luva no “velhinho”… em testes, 2 dias rodando direto com ZERO (!!!) travamentos, ainda fez minha bateria segurar um pouco mais que no windows (sim, ela está com problemas, mas nesta versão o note ficou ligado por muito mais tempo)…

Enfim, encontrei no XFCE a versão perfeita, inclusive pra usuários menos experientes em Linux, como minha esposa, que está quaaaaase se desintoxicando dos sistemas MS… aliás, no XFCE, a config do Wine é tranquila e gráfica. (Wine é um sistema que, em outras palavras, faz rodar o Windows e seus programas – ou só os programas, dentro do Linux).

Screenshot do XFCE rodando perfeitamente em um NEXTERA com 1Gb de RAM

Existem versões 32 e 64bit… segue links pra Download:

XFCE Linux (Xubuntu) Base 32bit

XFCE Linux (Xubuntu) Base 64bit

[… edit …] Aliás… gostei tanto, que instalei a versão 64bit no PC e não me arrependi 😉 #FikaDika

..: Instalando Skype no Linux :..

Publicado: 6 de janeiro de 2012 em Linux
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Dúvida cruel… como faço pra instalar o Skype no Linux?

100% modo Gráfico, fácil como no ruindows:

Simples… baixe-o aqui: Skype  e escolha pelo pacote “Debian Package”. Como é um pacote do tipo “deb, bastar clicar duas vezes e seguir os passos da janela que se abrirá para instalar. Você também pode instalar abrindo um terminal na pasta onde o arquivo foi salvo e digitando:

     sudo dpkg -i skype*.deb

100% via Linha de comando, a coisa muda (aqui vc tem que ser macho! ui!! ):

Usando o apt-get num terminal, adicione o Medibuntu, que é um repositório com software gratuito para ubuntu, que a Canonical não disponibiliza nos repositórios oficiais por motivos legais.

Abra o terminal e adicione a PK (Public Key) do Medibuntu (lembrando que vc deve digitar exatamente como está escrito aqui):

     sudo wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- | sudo apt-key add –

Agora, ainda no terminal abra o arquivo de configuração dos repositórios:

     sudo gedit /etc/apt/sources.list

e adicione as seguintes linhas no final do arquivo (nem preciso mais dizer que é exatamente como está aqui, né? abuse do copiar e colar 😉 ):

   ## Medibuntu – Ubuntu 9.04 “Jaunty Jackalope”

   ## Por favor reporte bugs para https://bugs.launchpad.net/medibuntu/

   deb http://packages.medibuntu.org/ jaunty free non-free

   # deb-src http://packages.medibuntu.org/ jaunty free non-free

Salve e feche o arquivo…

Novamente no terminal, vamos pegar a lista de programas do novo repositório:

     $sudo apt-get update

Pronto, agora você já pode instalar seu Skype pelo apt-get digitando no terminal:

     $sudo apt-get install skype

Agora seu Skype está instalado, e o repositório adicionado para você poder pegar outros vários pacotes interessantes.

OBS.: Para adicionar o Medibuntu em outras versões do Ubuntu, basta substituir o codinome intrepid pelo primeiro nome do codinome de sua versão, como por exemplo o Hardy Heron, basta colocar hardy no lugar do intrepid.

A partir daí o skype deverá estar disponível.

Para iniciar o skype você pode digitar no próprio terminal o comando:

skype

Fato: 87% dos leitores não irão se interessar por este post só de ler este enunciado.

Pois é… Taí um tema extremamente complexo pra ser exposto/debatido/defendido: Trocar o Windows pelo Linux. Geralmente, a primeira coisa que vem à cabeça dos usuários Windows é: “Nem pensar! Aquele sistema é um lixo, é difícil de usar e não funciona nada!”.

Engana-se muito quem pensa assim. Desconsiderando as versões antigas do sistema operacional livre onde o usuário precisava configurar tudo à todo instante pra conseguir trabalhar de forma adequada, as novas versões do Linux podem ser uma ótima opção pra quem procura um sistema bonito, amigável e extremamente fácil de ser usado e modelado.

Dos 13% que continuaram a leitura, 7% dirão: “Papo de nerd!” e irão parar a leitura por aqui. Os 6% que restaram, no final, provavelmente terão dúvidas e/ou pesquisarão mais sobre o assunto… e vamos parar de firula e ir direto ao ponto:

Hoje em dia, as versões gráficas do Linux (como o Ubuntu, por exemplo) estão cada vez mais comuns entre os usuários de PC… e não é pra menos! Além de ser DLB (Di-grátis, Leve e Bonito),  existem programas que tornam o Linux capaz de rodar praticamente todos softwares, incluindo os jogos (yes!!) do Windows com apenas um ou dois cliques a mais.

Pra escrever com fundamentos, resolvi fazer a troca de sistemas em minha máquina. Como resultado, posso avaliar meu PC como “novo”, pois é notável o ganho de velocidade e a redução na temperatura obtida.

Assim, como qualquer pessoa, sua dúvida agora deve ser igual à minha quando fui trocar os sistemas: “Existem milhares (!!!) de distribuições Linux! Qual é a melhor pra mim?” Eu fui procurar isso em diversos fóruns, blogs e sites e em todo lugar recebia sempre a mesma resposta:

“O Linux é muito melhor que Ruíndows! Nem se compara! A melhor versão é a que mais se adapta às suas necessidades.”

Que ótimo, né? Com esse papinho idiota, eu teria que testar todas as 93 milhões de versões diferentes do Linux e ir anotando prós e contras pra no final comparar qual se adaptou melhor às minhas necessidades… Tava a ponto de abandonar a idéia e continuar com o Windows, até que por acaso passei por um post em sei lá onde falando de um tal Linux Mint… resolvi começar por ele. Baixei e rodei inicialmente como Live-CD (sim, o sistema roda direto do CD, sem precisar instalar)… achei bastante atraente e confesso, um pouco diferente do que eu imaginava… até que por algum motivo, instalei no HD, removendo meu Windows, meu Office e derivados… então, finalmente, posso falar:

O Linux é sim um excelente sistema operacional. Realmente cumpre o que promete e supre as expectativas. Você pode ter um pouco de dificuldade na utilização do OpenOffice, que é o Pacote Office grátis pra Linux, mas se usar, se acostuma facilmente. Existem excelentes programas pra edição de audio/video/fotos, bem como já disse lá em cima: melhora de processamento e temperatura. Portanto, indico de olhos fechados a versão que uso: Linux Mint 11 Katya (Download aqui)

O Mint é uma versão baseada no Ubuntu, porém, à meu ver, é muito mais bonita. A facilidade de uso e configuração é impressionante, bem como a melhora gráfica. Dá pra configurar absolutamente tudo de forma bem fácil!

Vale mesmo a pena!

Linux Mint 11 Katya Download

Assim como os softwares proprietários, os softwares de código livre e aberto possuem uma variedade de licenças, cada uma delas impondo diferentes permissões e restrições. Neste trabalho são apresentadas as seguintes licenças e suas principais características: GNU GPL, sua variante GNU Lesser General Public License e Apache License.

  • GNU GPL (Licença pública geral GNU): é usada pela maioria dos softwares GNU, por exemplo, o kernel do linux, assim como na maioria dos softwares de código livre e aberto. A mais importante característica dessa licença é que ela, ao invés de proteger uma pessoa ou companhia, ela protege o código de software que cria a aplicação. A licença GPL garante que o código desenvolvido sob essa licença permaneça livre sob a mesma licença GPL podendo ser modificada e redistribuída como o código original. Os códigos protegidos pela licença GPL não são necessariamente gratuitos. A licença protege apenas que o software permaneça livre e aberto para avaliação e modificação, podendo ainda ser redistribuído, inclusive cobrando pela redistribuição, mas mesmo cobrando, deve deixar o software disponível para qualquer um ler e modificar (GNU PROJECT, 2010; STANGER; LANE; DANIELYAN, 2001).
  • GNU Lesser General Public License: permite o uso das bibliotecas em programas proprietários, ao contrário da GPL normal que permite o uso das bibliotecas apenas em programas livres. Essa licença trás vantagens para os programas proprietários, mas a maioria das bibliotecas GNU está sob a licença, o que leva praticamente a apenas uma opção (GNU PROJECT, 2010).
  • Apache License: é a licença de software de código livre e aberto elaborada pela Fundação Apache de Software (APACHE, 2007). A versão atual dessa licença é a 2.0 e foi aprovada em 2004 pela ASF (Apache Software Foundation) e pode ser visto na integra em Apache (2007).