..: Filosofando – Cotas Raciais ou Racistas?:..

Publicado: 5 de maio de 2014 em Diversos, Pura Safadeza
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Imagem… pensando bem, não há outro diagnóstico: A sociedade humana é doente. Para estar bem, para se sentir organizada, ela precisa rotular e catalogar as pessoas, não apenas como seres humanos, mas pela sua classe social, cor, sexo, e por uma série de coisinhas tão ridículas, que se tornam fundamentais para decidir o destino do mundo. Não entendeu? A explicação é bem simples, e os exemplos estão presentes em cada momento de nossas vidas.

Uma ótima oportunidade pra quem se acha inferior, seja por ter a cor da pele diferente dos demais ou seja por não ter a mesma opção sexual dos demais. A sociedade te classificou como “minoria”, afinal, a grande maior parte dos humanos é diferente de você e somente alguns tem as mesmas características… logo, minoria. Mas oque te faz realmente diferente da “maioria”? Você também é humano e não parece entender… Mulher?

Ótimo… você nasceu mulher e é considerada “o sexo frágil”… mas… não são frágeis? Existem muitas mulheres mais fortes que eu, que facilmente me pegariam no colo e jogariam janela a fora, mas… opa… falei novamente em minoria? “Sexo frágil” é apenas um jargão chulo, referindo-se a estrutura muscular da mulher, que na maioria das vezes é menor que a estrutura muscular do homem, isso é o milagre da genética, que não te impossibilita de fazer as mesmas atividades, e, lógico, ter os mesmos direitos de um homem, porém, muitas vezes com um pouco mais de esforço (pra fazer este comentário, estou considerando apenas a força braçal)… mas você não tem a mesma religião que eu…

Como assim? Evangélico?? e por isso acredita que ninguém mais no mundo acredita em Deus, a não ser as pessoas que também são evangélicas… mais uma minoria (ou não), portanto, mais um direito a cota na universidade? Acho que não… Negro?

Olha que legal: você tem descendência africana, por isso a cor da sua pele não é igual à minha… por isso, apesar de você ser muito mais inteligente que eu, você não pode frequentar os mesmos lugares, muito mesmo a mesma Universidade que eu. Eu consegui entrar porque sou branquelo, e não porque me esforcei um pouco mais que você nos estudos. Consegui entrar porque meu pai é médico e eu não precisava trabalhar o dia todo pra pagar as contas no final do mês… mas… péraí… meu pai não é médico e… sim! Eu trabalho o dia todo pra pagar as contas no final do mês… então, (usando regras simples de matemática), positivo com negativo dá negativo, e só sobrou a diferença entre a cor de nossas peles… e o esforço a mais ou a menos que tivemos… mas não, como você é minoria, necessariamente você precisa entrar no sistema de cotas, pois você é injustiçado por você mesmo, que não se esforçou como deveria.

E você, que é homossexual, bissexual, heterossexual ou assexuado… em que você é diferente das demais pessoas? Apesar de todo o lixo que colocaram em sua cabeça, você também é simplesmente humano, como qualquer outra pessoa… opção sexual não torna você diferente, torna? Você não sonha em ter um “par”? Tudo bem…

Se sentir melhor que qualquer outra pessoa é babaquice. Ninguém é melhor que ninguém. Se você se acha superior a alguém, você é somente um babaca. Se você se acha inferior a alguém, você é mais babaca ainda!

Este tal “sistema de Cotas”, independente de ser para negros, brancos, gays, pobres, ou seja lá pra quem for, é apenas a confirmação de que há diferenças na sociedade, que simplesmente não enxerga as pessoas como humanas e tem a necessidade de classificar, rotular e titular cada tipo genético, tornando-o igual à maioria ou jogando-o no balde da tal minoria, que você insiste em se incluir.

O racismo começa dentro de você. Se você sente a necessidade de um tratamento “VIP” por se sentir diferente, seja por sua “raça”, seja por sua “espécie” ou seja por sua “opção sexual”, pense bem: você não está sendo, de certa forma, racista? Porque você precisa de um tratamento diferenciado e os demais não? Chega de olhar pro próprio umbigo! Aceite-se como você é e se ninguém te aceitar, não vá atrás de um “tratamento diferenciado”. Simplesmente mostre que você consegue. Mostre que você pode muito mais, mas antes de tudo, aceite-se como você é, e não se sinta melhor que qualquer outra pessoa. Sinta-se igual, porém, com mais vontade de viver.

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